Saiba em quais casos o plano de saúde cobre cirurgias plásticas

cirurgias plasticas
6 minutos para ler

As cirurgias plásticas estão cada vez mais comuns: conforme pesquisa divulgada pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), em 2018 houve um aumento de 25,2% nos procedimentos estéticos e de 9,3% nos reparadores.

Nesse cenário, devido ao alto custo, muitas pessoas ficam em dúvidas sobre a possibilidade de fazer a cirurgia pelo plano de saúde. A verdade é que o contrato pode trazer algumas restrições sobre os procedimentos cobertos, o que significa que nem sempre a operadora é obrigada a cobrir os tratamentos solicitados.

Se você quer saber quais são as regras aplicáveis aos casos de cirurgias plásticas, continue a leitura deste post e esclareça as suas dúvidas!

Quando plano de saúde não cobre cirurgias plásticas?

A cobertura ofertada pelos planos de saúde em relação às cirurgias plásticas já foi alvo de discussões, mas a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), órgão responsável por regular e fiscalizar as operadoras, determinou as regras aplicáveis.

Quando a finalidade é apenas estética, sem relação com problemas de saúde, as empresas não são obrigadas a ofertar a cobertura. Isso acontece porque, nesses casos, o procedimento é considerado eletivo e não essencial para o paciente.

Assim, devido ao alto custo que requer, as cirurgias plásticas estéticas não fazem parte do rol de coberturas obrigatórias dos planos de saúde, mas podem ser ofertadas pela empresa conforme as condições que ela achar adequadas.

Contudo, mesmo nos casos de procedimentos estéticos, normalmente, os exames pré-operatórios e consultas médicas que são cobertas pelo plano normalmente, auxiliando no planejamento financeiro para realizar a cirurgia.

Em quais situações o plano de saúde cobre cirurgia plástica?

Existem alguns procedimentos que, apesar de estarem relacionados à estética do paciente, têm o objetivo de proporcionar mais saúde ou são considerados reconstrutivos. Nessa situação, o plano de saúde é obrigado a cobrir o procedimento. A seguir, explicaremos os principais exemplos e como eles funcionam!

Cirurgia bariátrica

Apesar de o emagrecimento ser associado à estética, ele também pode ser necessário por questões de saúde. A obesidade aumenta o risco de desenvolvimento de diversas doenças. Então, a cirurgia bariátrica, também chamada de redução de estômago ou gastroplastia, pode ser indicada para que o paciente consiga perder peso.

O procedimento é mais recorrente nos casos de obesidade mórbida, mas também pode ser necessário para outras situações em que o excesso de peso ofereça riscos aos pacientes, desde que haja comprovação médica sobre a importância da intervenção para a sua saúde.

Remoção de excesso de pele

Destinada aos pacientes que passaram pela cirurgia bariátrica, o objetivo é remover o excesso de pele que surge devido ao emagrecimento rápido. Esse problema afeta a autoestima e pode causar infecções devido às dobras na pele, tornando o procedimento essencial para a saúde e o bem-estar do paciente.

Outra justificativa importante para a cobertura da cirurgia é que ela faz parte da continuidade do tratamento da obesidade mórbida. Então, tem relação com a doença e é considerada uma operação reparadora, não estética.

Powered by Rock Convert

Redução de mamas

Existem casos nos quais o tamanho das mamas, por serem muito grandes, geram problemas de coluna para a paciente devido ao excesso de peso — chamada de hipertrofia mamária. A cirurgia é coberta pelo plano exceto em casos bem específicos, mediante justificativa médica e análise da documentação pela operadora.

Além disso, nos casos de homens que sofrem com a ginecomastia, um crescimento anormal das mamas causado por disfunções glandulares, o procedimento também pode ser realizado pelo plano mediante prescrição médica.

Reconstrução da mama

A cobertura para os procedimentos de reconstrução de mama é garantida nos casos nos quais ela é resultado de um tratamento de câncer, com a retirada total ou parcial do seio. Devido à sua importância, ela está prevista na Lei 9.656/1998.

Isso acontece porque ela se relaciona com questões de saúde física e psicológica da mulher. Por isso mesmo, a cirurgia reparadora pode ser feita após a mastectomia, incluindo custos com as próteses de silicone.

Blefaroplastia

Esse é um procedimento cirúrgico realizado para levantar as pálpebras caídas, bastante conhecido por ser uma cirurgia estética, já que também tem efeitos rejuvenescedores. No entanto, ela pode ter indicação médica em casos específicos.

Em geral, isso acontece quando as pálpebras estão muito caídas e interferem na visão do paciente. Nessas situações, o procedimento se torna uma questão de saúde e pode ser realizado. Para tanto, é preciso apresentar uma recomendação médica, explicando a necessidade da cirurgia. O plano avaliará a documentação para determinar se o procedimento será liberado.

Correção da visão

Apesar de não serem nomeadas como cirurgias plásticas, os procedimentos para correção de miopia são considerados estéticos, já que o paciente faz com o objetivo de não necessitar mais de óculos. Contudo, quando o grau é muito elevado, elas se tornam uma medida de saúde e também podem ser feitas pelo plano de saúde.

Os pacientes que têm miopia conseguem o procedimento comprovando ter entre 5 e 10 graus da doença. No caso da hipermetropia, é possível fazer a cirurgia quanto o diagnóstico for de até 6 graus.

Outros casos

Além dos casos citados, podem existir outras situações nos quais o paciente consegue a cobertura para cirurgias plásticas. Tudo dependerá da documentação apresentada, como o diagnóstico médico indicando a necessidade do procedimento para a saúde do paciente ou demonstrar a sua função reparadora, não estética.

Diante de dúvidas, consulte o contrato para verificar as coberturas incluídas e os procedimentos necessários para solicitar a liberação das cirurgias, assim como os documentos que devem ser apresentados.

Como vimos, a cobertura de cirurgias plásticas pode acontecer pelo plano de saúde desde que tenha relação direta com a saúde do paciente ou o objetivo reparador, sem que a sua finalidade seja puramente estética. De qualquer modo, é importante analisar todos os detalhes do contrato e contar com uma corretora de confiança, como a Usina do Seguro, para auxiliar com a escolha da melhor opção.

Então, este conteúdo esclareceu as suas dúvidas sobre a cobertura de cirurgia plástica? Se você está em busca de um plano de saúde de qualidade, entre em contato conosco e faça uma cotação!

Banner Fale com um especialistaPowered by Rock Convert
Você também pode gostar

Deixe uma resposta

-