[ESTENDER + 500] Descubra os sintomas da gastrite nervosa e como tratá-la

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Todo mundo já ouviu falar em gastrite, certo? Aquela dor, queimação e incômodo no abdômen, mas pouca gente sabe que ela pode surgir devido a problemas emocionais como estresse e pressão, sejam elas emocionais ou no trabalho. Os sintomas da gastrite nervosa são, portanto, essenciais para que se possa entender o quanto as emoções podem prejudicar sua saúde.

Comumente, as pessoas citam a nomenclatura “gastrite” para se referir a casos em que não há alteração patológica do tecido que reveste o estômago — característica essencial de um quadro real do caso. Em muitos circunstâncias, trata-se apenas da observação de sintomas muito semelhantes aos da doença, mas que não configuram a patologia.

No post de hoje, vamos informá-los sobre quando desconfiar do problema, como identificar corretamente os sintomas da gastrite nervosa e a quais profissionais recorrer. Boa leitura!

O que é gastrite nervosa?

A gastrite é uma inflamação no tecido que reveste o estômago, podendo durar dias, meses ou até mesmo anos. De acordo com informações da FBG (Federação Brasileira de Gastroenterologia), uma média de 70% da população brasileira apresenta algum tipo de gastrite sendo, uma delas, a mais comum: a gastrite nervosa.

Ela não tem diferença nos sintomas, mas em sua origem. Enquanto a gastrite tradicional se origina pelo estilo de alimentação do indivíduo, a nervosa tem como princípio as emoções. Ou seja, por mais que não haja inflamação no estômago, a pressão, o estresse e a ansiedade, por exemplo, poderão causar os mesmos sintomas.

Quando algum fator ataca os nervos, algumas pessoas desencadeiam um processo de aumento da secreção dos ácidos estomacais, causando dor, azia, queimação, sensação de estar com o estômago cheio, vômitos, enjoos, flatulência, perda de apetite e dificuldade em comer. No entanto, é possível que alguns sintomas sejam parecidos com os da gastrite convencional, mas que o problema central não seja esse.

Assim, para saber o que pode estar desencadeando todos esses sintomas, continue a leitura abaixo.

Se não é gastrite, o que é?

O quadro conhecido como gastrite nervosa na realidade tem um nome complicado: dispepsia. Trata-se de um distúrbio da digestão que acomete as partes mais altas do trato gastrointestinal, sendo as principais queixas:

  • dor;
  • queimação ou desconforto na região superior do abdômen;
  • saciedade precoce;
  • sensação de empanzinamento após comer;
  • náuseas;
  • vômitos;
  • sensação de distensão abdominal;
  • gases.

A dispepsia pode ser causada por problemas orgânicos, como a gastrite, o refluxo, as úlceras e até os cânceres. Estamos interessados, no entanto, nas causas não orgânicas, ou seja, na dispepsia funcional associada ao estresse e às condições emocionais. Sintomas como emagrecimento excessivo, vômitos recorrentes, dificuldade de deglutição, sangramento ou amarelamento das mucosas são sinais de alarme. Percebendo-os, consulte seu gastroenterologista!

Hipotálamo

A ciência já demonstrou que existe no sistema nervoso central um cruzamento dos circuitos de neurônios que determinam o comportamento emocional e que inervam as vísceras, o que explica sensações como dor de barriga em momentos de nervosismo, calafrios, excesso de suor, coração acelerado ou sensação de “borboletas no estômago”.

Esse encontro se dá na região do hipotálamo, que é a responsável por integrar os fenômenos emocionais e pelo controle involuntário das vísceras. Por isso, o estresse, a ansiedade ou a vulnerabilidade psicossocial podem aumentar a secreção ácida no estômago, alterar a motilidade desse órgão e do intestino, aumentar a sensibilidade nessas vísceras e provocar a sensação de que a digestão parou.

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Como identificar a doença?

Se você desconfia que sofre de gastrite nervosa, vale a pena observar se nos últimos três meses você apresentou pelo menos um desses sintomas: sensação de empanzinamento após se alimentar, sensação de saciedade precoce, dor na região alta do estômago ou queimação.

Caso isso tenha ocorrido, é hora de procurar um gastroenterologista para pesquisar se há causas orgânicas para os sintomas, como a presença da bactéria chamada Helicobacter pylori, ou se a causa é de fato psicológica.

Possivelmente, seu médico especialista solicitará um exame de endoscopia para a exclusão de causas orgânicas. Caso não sejam encontradas alterações, ainda que seja feita uma intervenção com medicamentos para a resolução imediata do desconforto, vale a pena procurar um médico psiquiatra, já que ansiedade e a depressão são muito comuns em pacientes com dispepsia funcional.

O problema costuma reincidir quando o tratamento não é feito de maneira integrada ao acompanhamento psicológico.

Se você, portanto, possui a gastrite nervosa, poderá seguir uma série de ações que melhorem o quadro. Quer saber todos os detalhes? Continue a leitura.

O que fazer para se ver livre da gastrite nervosa?

Se você foi diagnosticado com dispepsia funcional por causas emocionais, o tratamento clássico para cessar o desconforto pode incluir medicamentos antiácidos e antissecretores ou ainda ansiolíticos e antidepressivos, se houver indicação. No entanto, essas terapias têm eficácia limitada e por isso a mudança de hábitos é muito importante. É fundamental:

  • adotar uma dieta saudável, com frutas, verduras, legumes, iogurtes, cereais e carboidratos não integrais e sem a presença de alimentos que irritam o estômago;
  • evitar alimentos como pimenta, frituras, chocolates, carnes de porco, café e carboidratos em excesso;
  • reduzir, se possível, o uso de medicamentos agressivos, como anti-inflamatórios e ácido acetil salicílico;
  • minimizar a exposição a situações que causem estresse;
  • fazer terapia com um psicólogo para compreender quais motivos causam os problemas emocionais;
  • fazer atividades físicas que aumentem o poder de concentração, melhora da respiração e tranquilidade, como a Yoga;
  • praticar a meditação, seja ela guiada ou não.

É importante ressaltar que se sua gastrite for nervosa ela, diferente das crônicas, terá solução, pois sua origem está baseada nos nervos, ou seja, no quanto está emocionalmente sendo afetado por fatores externos. No entanto, é de extrema relevância que o paciente siga as orientações que lhe forem passadas para melhorar o quadro.

Recentemente, a ineficiência do tratamento clássico, sobretudo em pessoas que têm distúrbios psiquiátricos associados a sintomas da gastrite nervosa, fez aumentar a adesão dos pacientes a terapias não convencionais, como hipnose, terapia cognitiva comportamental, acupuntura e tratamento com ervas chinesas, japonesas e indianas.

Outra opção que também vem crescendo atualmente é a terapia através de aromas, a chamada aromaterapia, que utiliza óleos essenciais para curar diferentes enfermidades. Ainda dentro dessa linha, uma outra possibilidade pode ser o uso de florais que podem ser encontrados em farmácias de manipulação ou em lojas de artigos naturais.

Viu como é importante entender se seu caso é realmente gastrite ou não? Após a leitura deste artigo você saberá reconhecer melhor os sintomas e entender qual será o melhor profissional para se consultar, obtendo resultados mais rápidos e precisos.

É fundamental conversar com seu médico, seja ele psiquiatra ou gastroenterologista, sobre as terapias disponíveis e sobre quais delas são mais apropriadas para erradicar de vez o problema, antes que a exposição excessiva aos ácidos estomacais provoque complicações maiores. Ou seja, se você desconfia que esteja com sintomas de gastrite nervosa, não deixe de consultar um profissional para tomar providências sobre o caso e ter de volta sua saúde e bem estar.

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