Abr 20 – [Extensão + 1000] ENTENDA QUE É E COMO FUNCIONA A TELEMEDICINA

o que é telemedicina e como funciona
12 minutos para ler

Os avanços da tecnologia têm resultado em diversas mudanças nos mais variados segmentos da sociedade. Muitos processos inovadores estão sendo criados para aumentar o desempenho da ciência — entre eles, a telemedicina é uma das tendências mais promissoras do momento. Mas você sabe o que é telemedicina e como ela funciona?

Trata-se de uma espécie de serviço de saúde a distância que tem conquistado seu espaço no Brasil, em especial pelo fato de levar soluções para áreas remotas e locais de difícil acesso. Esse alcance inclui parcelas da população que, de outro modo, não teriam como receber tal tipo de serviço.

Para sanar todas as suas dúvidas sobre o assunto, neste conteúdo mostraremos o que é telemedicina, como ela funciona e quais são seus principais benefícios. Continue a leitura para saber mais!

Em que consiste a telemedicina?

É uma área da telessaúde, mais especificamente uma categoria médica que se propõe a disponibilizar serviços para o cuidado com a saúde a distância. Isso é proporcionado graças às mais modernas tecnologias digitais que promovem assistência médica via internet a:

  • hospitais;
  • clínicas;
  • profissionais da saúde;
  • pacientes.

A partir de plataformas digitais, esse intercâmbio de informações pode ser realizado por um tablet, smartphone, ou pelo computador, garantindo alta velocidade de acolhimento.

Sendo considerado um relevante suporte ao formato tradicional da medicina, a telemedicina surgiu devido ao aprimoramento dos recursos tecnológicos e à evolução do conhecimento científico. Como consequência, é possível proporcionar o apoio de profissionais qualificados a locais distantes de maneira rápida, eficiente e descomplicada.

A telemedicina pode, ainda, monitorar as condições de saúde do paciente e intervir quando detectar que algo não está certo de maneira remota e antes que seja tarde demais.

Perspectiva para o Brasil

A tendência é que a telemedicina melhore o atendimento em saúde no Brasil, já que coloca um número muito maior de pessoas em contato com o atendimento médico — conectando-as a profissionais capacitados para oferecer a assistência necessária. Isso facilita os processos, pois tudo é realizado online e de modo bem estruturado.

Diferentemente do que muitos pensam, a telemedicina vem para aprimorar o formato tradicional de medicina, e não para atuar como uma inimiga, já que não tem a intenção de substituí-la (mas sim complementá-la). Afinal, trata-se apenas de um avanço tecnológico no setor da saúde, o qual continua dependendo do fator humano.

Como surgiu a telemedicina?

O primeiro relato da utilização da Telemedicina, ocorreu no período da Idade Média, na Europa, quando as pragas estavam destruindo todo o continente. Devido ao risco bastante elevado de se contaminar, um médico decidiu ficar isolado na outra margem do rio que circundava o seu povoado, dessa forma, mantinha uma comunicação com um ajudante comunitário, dando auxílio às pessoas da comunidade.

O seu ajudante lhe comunicava a respeito dos sintomas ou como estava a evolução da doença e o médico dava as orientações que deveriam ser executadas. No ano de 1910 em Londres, o estetoscópio eletrônico foi criado, ajudando muito na evolução da telemedicina.

Um outro exemplo é o telefone: utilizado no final do século XIX por alguns médicos com o intuito de realizar algumas atividades hospitalares. Além de ser possível se comunicar por meio do telefone em locais distintos, outro uso do telefone foi para criar algumas redes de transferência de dados, por meio de linhas telefônicas.

Dessa forma, possibilitando o envio dos exames de eletrocardiograma (ECG) por exemplo, através de um fax, uma rede de telefonia ou um modem de computador; prática que já salvou muitas vidas em casos de emergência na zona rural.

O rádio ajudou muito também para que a comunicação realizada à distância pudesse evoluir. Ao longo da 2ª guerra mundial, mais especificamente em 1946, para conectar os médicos dos hospitais de retaguarda aos médicos que se estavam em estações costeiras, foi utilizado o rádio, oferecendo ajuda e informações.

O Hospital de Norfolk, na década de 60, passava por muitas dificuldades parecidas com as de hospitais em lugares mais isolados, como em ter profissionais especializados e em conseguir serviços que antes só estavam disponíveis em centros médicos maiores, por exemplo.

Por essa razão, foi criado um sistema entre o Norfolke State Mental Hospital e o NPI, obtendo uma comunicação entre eles 24 horas por dia. Inclusive, era possível a comunicação entre os pacientes e seus parentes por meio da TV, visto que o caminho até o hospital era bastante difícil; e foi depois disso que a videoconferência surgiu.

Porém, ela só obteve um avanço maior por causa dos voos espaciais, que possibilitaram as primeiras atividades médicas com a utilização de vídeos, no ano de 1960, por meio de experimentos da NASA.

A telemedicina auxiliou na assistência de astronautas que se encontravam em órbita, por meio de envios de alguns sinais sobre o corpo do paciente — eletrocardiogramas, pressão arterial, temperatura, ritmo respiratório etc — para os centros espaciais em nosso planeta, podendo ser monitorados por médicos da NASA.

No início dos anos 70, a NASA deu início a uma parceria com alguns provedores de serviços hospitalares, viabilizando o desenvolvimento do projeto “Space Technology Applied to Rural Papago Health Care (STAR-PAHC)”, utilizando o conhecimento humano existente e a tecnologia na época, junto a um sistema de saúde todo computadorizado.

Todavia, após cinco anos de sua implementação, antes de o sistema atingir sua “maturidade”, ele foi encerrado. Por esse motivo, não foi possível chegar a respostas mais concretas, mas puderam perceber o quanto a telemedicina é importante, no deslocamento de um local para outro. Agora, na Europa, ao longo dos anos 70, teve surgimento a transmissão de dados para realização.

Onde está sendo usada a telemedicina?

A telemedicina está sendo usada em vários exames atualmente. Conheça alguns deles a seguir.

Ressonância

Este é um exame usado para diagnósticos por imagem que, por meio da utilização de campo magnético, apresenta, com muita clareza, a aparência dos órgãos em alta definição. Igualmente à tomografia, ela também pode ser feita em várias partes do corpo: abdômen, coluna, tórax, crânio, pelve, joelhos, ombros, pés, mãos etc.

O que a difere da tomografia é que ela tem a vantagem de não utilizar radiação ionizante para obter resultados. Sendo uma das técnicas mais avançadas no campo do diagnóstico por imagem, a ressonância magnética demanda alta especialização e diferenciação dos profissionais médicos que são habilitados a emitir um laudo das informações que os aparelhos conseguem capturar.

Powered by Rock Convert

Em diversas clínicas, o custo elevado do equipamento de ressonância, acrescido ao desembolso mensal de um ou muitos médicos especialistas no quadro de colaboradores, faz com que o procedimento seja mais inviável na óptica da prestação do serviço. A telemedicina auxilia na redução do custo da operação, fazendo a terceirização da criação dos laudos.

Raio X

Em situações de lesões ocasionadas por quedas, lesões por esforço repetitivo (LER) e outros acidentes, os exames de Raio-X estão entre os exames mais realizados. Na sua versão digital, ele totalmente ligado à telemedicina e as imagens formadas pelo aparelho, faz com que não seja necessária a impressão das radiografias em um papel especial.

Ele pode ser realizado em várias partes do corpo humano e devido a sua complexidade, o Raio-X normalmente demanda não apenas um equipamento especial com grandes proporções, mas um ambiente inteiramente dedicado à instalação e execução.

Todavia, com a utilização da telemedicina não é preciso adquirir um novo aparelho de Raio-X, devido ao fato de o conjunto radiológico que envia as informações para as centrais de laudos ser adaptado ao equipamento que já existe.

Mamografia

Esse é um dos exames que auxilia no diagnóstico de tumores nas mamas. A qualidade das imagens formadas nesta avaliação, com contraste e nitidez, permite uma excelente visualização das estruturas mamárias, expandindo os diagnósticos e as chances de tratamento e cura.

O fato é que a utilização da tecnologia da telemedicina ajuda não somente a transmitir as informações e os laudos, porém, devido a sua característica digital, aumenta também a qualidade das imagens formadas, melhorando a leitura e o diagnóstico.

Eletrocardiograma

O eletrocardiograma é muito conhecido e pedido por médicos de diversas áreas. Ele é o exame que verifica o ritmo dos batimentos do coração do paciente. Com ele, é possível diagnosticar possíveis alterações (arritmia) e outras cardiopatias. Após o resultado ser analisado, o paciente recebe um eletrocardiograma com laudo, que identifica a normalidade ou não da atividade cardíaca.

A telemedicina possibilita entregar o ECG com laudo em qualquer hospital, clínica ou consultório, visto que é portátil o aparelho cardiógrafo, e é enviado o resultado direto do aparelho pela internet para uma central de médicos especialistas. Para tal, basta conectar o cardiógrafo ao sistema fornecedor de telemedicina.

Como funciona a telemedicina?

Agora que você já tem uma noção mais ampla sobre o que é a telemedicina, mostraremos os dois principais pilares que a fundamentam. Veja.

Telelaudos

A emissão de laudos a distância é considerada a área principal da telemedicina no Brasil. Apresentados em formato de software, os telelaudos permitem o recebimento de exames — como eletrocardiogramas, de imagem (telerradiologia), eletroencefalogramas etc. — para a análise de profissionais especializados.

Teleassistência

A teleassistência é uma modalidade de atendimento médico a distância que oferece uma vasta gama de benefícios da rotina clínica ao ambiente digital, assim como:

  • orientação da saúde;
  • triagem;
  • consulta entre médicos para segunda opinião de diagnósticos;
  • monitoramento do paciente.

Tudo acontece dentro do ambiente digital, por meio de plataformas digitais, chat, videoconferência ou áudio, no computador, tablet ou smartphone.

A telemedicina pode substituir a medicina tradicional?

Não importa qual seja o segmento de atuação, o fato é que o avanço da tecnologia sempre acaba trazendo à tona um inevitável questionamento: os métodos tradicionais podem coexistir com os inovadores? As novas ferramentas substituirão as antigas?

Quando se trata de telemedicina, não é diferente. Tanto pacientes quanto médicos e outros profissionais da saúde questionam se as inovações tecnológicas não ameaçam os métodos convencionais de examinar, atender e estudar. Mas essa preocupação não tem fundamento, pois a telemedicina não foi criada com a finalidade de substituir a medicina tradicional e permanece sem esse objetivo.

A realidade é que tal prática foi desenvolvida para complementar as técnicas convencionais e suprir uma série de problemas que antes eram recorrentes. A impossibilidade ou dificuldade de locomoção e a distância física entre o paciente e o médico são alguns dos exemplos.

Quais são os benefícios proporcionados?

Primeiramente, é preciso ressaltar a oferta de uma assistência médica precisa, acessível e globalizada, ou seja, que descarte qualquer necessidade de locomoção. Quando aplicada aos serviços de ponta para uma melhoria da assistência primária e a otimização dos procedimentos atuais, a tecnologia minimiza riscos e reduz custos.

Como vimos, o recurso também gera uma série de benefícios para os profissionais da saúde, pois é uma ferramenta altamente funcional. Além disso, permite um maior acesso a especializações e à educação por meio de programas de aperfeiçoamento online a qualquer hora e em qualquer lugar do mundo.

Vale destacar ainda que a modalidade possibilita que os profissionais se ajudem mutuamente nos processos de tomadas de decisões médicas. A telemedicina também auxilia a combater ou impedir o isolamento de técnicos e reduzir a escassez de recursos na área clínica, aumentando significativamente a qualidade geral dos avanços e das ações no segmento.

Toda essa descentralização gera vantagens não apenas aos pacientes — que podem contar com uma equipe ao seu dispor —, mas também aos próprios médicos, pois os ajuda a salvar cada vez mais vidas.

Resumidamente, entre os benefícios gerados pela telemedicina, podemos citar:

  • aproximação entre médico e paciente, garantindo acolhimento quando e onde for necessário;
  • acessibilidade a grande parte da população;
  • atendimento a distância às comunidades que necessitam, mas não podem contar com acesso a médicos;
  • ampliação da agenda clínica dos especialistas;
  • maior especialização no diagnóstico de laudos;
  • mais agilidade no atendimento, devido à sistematização dos processos (uso de softwares online de saúde);
  • segurança estrutural e sigilo de dados — com base nas normas internacionais;
  • envio de exames para laudo 24 horas por dia, com atendimento nacional e respostas ágeis;
  • redução do tempo e dos custos operacionais do atendimento.

Agora que sabe o que é telemedicina e como funciona, ficou muito mais fácil usá-la a seu favor. Como você pôde perceber, a telemedicina é um instrumento proveniente dos avanços em tecnologia, dos esforços e investimentos para aprimorar a área da saúde.

O conjunto dos setores resultou em uma ferramenta que proporciona acessibilidade de atendimento médico a áreas isoladas, agilidade nos processos, melhoria na comunicação entre profissionais e redução de custos.

O que achou do nosso conteúdo sobre o que é telemedicina e como ela funciona? Conseguiu tirar as suas dúvidas? Então aproveite para curtir nossa página no Facebook e se manter bem informado!

Banner Fale com um especialistaPowered by Rock Convert
Você também pode gostar

Deixe uma resposta

-