O que é e para que serve o tratamento ortomolecular

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Baseado no equilíbrio entre doses de vitaminas e minerais no organismo, o tratamento ortomolecular tem ganhado cada vez mais popularidade entre pessoas que querem perder peso, prevenir o envelhecimento e ter uma vida mais regrada e saudável. Além disso, o objetivo é curar doenças a partir de doses diárias de aminoácidos e outras substâncias.

O conteúdo de hoje foi preparado para que você entenda mais sobre o que o tratamento ortomolecular, para que serve, quais são seus benefícios, entre outras informações relevantes sobre o tema. Continue a leitura do artigo para conferir!

O que é o tratamento ortomolecular?

A dieta ou tratamento ortomolecular, como é mais conhecido, consiste em um conjunto de medidas terapêuticas complementares — uso de alimentos ricos em vitaminas C ou E e suplementos nutricionais — que têm como finalidade equilibrar as doses de vitaminas, aminoácidos e minerais do organismo.

Por também ser baseado no uso de antioxidantes, o tratamento ortomolecular ajuda a melhorar o aspecto da pele, aumentando a sua elasticidade e, consequentemente, reduzindo as marcas do envelhecimento, como manchas escuras e rugas, além de ajudar no emagrecimento e a reduzir a quantidades radicais livres do organismo, o que contribui com a redução de inflamações e surgimento de doenças como cataratas, artrite e até mesmo câncer.

Como surgiu o tratamento ortomolecular?

Estima-se que a primeira vez que o termo foi utilizado foi entre o final da década de 1950 e começo da década de 1960, por Linus Pauling, químico vencedor do prêmio Nobel da Paz, em 1962, e da Química, em 1954.

Em seus estudos, Pauling afirmava que a medicina ortomolecular se assemelha a outras especialidades pelo fato de investigar anormalidades psíquicas e orgânicas dos pacientes que, muitas vezes, têm ligação com o desequilíbrio de hormônios, nutrientes, vitaminas e radicais livres do corpo.

Para que serve o tratamento ortomolecular?

A medicina ortomolecular tem como objetivo detectar e corrigir uma série de desequilíbrios das funções celulares, antes que algumas patologias e distúrbios possam se desenvolver, além de promover o rejuvenescimento. Além disso, o tratamento é recomendado para quem busca os seguintes objetivos:

  • tratar problemas de memória e déficit de atenção;
  • perder peso;
  • tratar o enfraquecimento das unhas;
  • reduzir o envelhecimento precoce;
  • diminuir os efeitos da tensão pré-menstrual (TPM);
  • reduzir a fadiga crônica;
  • diminuir a queda de cabelo;
  • tratar a insônia;
  • lidar com a andropausa e menopausa.

Entre outras questões ligadas à influência das vitaminas, minerais e aminoácidos na saúde do organismo.

Quais as suas principais aplicações e benefícios?

Agora que você já tem uma noção mais ampla sobre o que é e como funciona o tratamento ortomolecular, mostraremos as principais aplicações e vantagens que ele pode oferecer aos pacientes.

Redução dos radicais livres no organismo

Você já deve ter ouvido falar que os radicais livres, quando em grande quantidade no organismo, podem provocar doenças degenerativas e acelerar o envelhecimento.

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Dado o contexto, um dos motivos pelos quais as pessoas procuram o tratamento ortomolecular é porque ele é baseado em uma dieta rica em alimentos antioxidantes e ricos em Vitaminas C e E, betacaroteno e selênio. Essas substâncias — que ajudam a neutralizar as ações dos radicais livres — podem ser encontradas em alimentos de nosso cotidiano, como morango, laranja, cenoura, couve e espinafre.

Emagrecimento de forma saudável

Outro efeito adverso causado pela presença excessiva de radicais livres no organismo é a inflamação crônica que interfere na perda de peso em indivíduos que estão tentando emagrecer por meio de dietas, pois ela causa o inchamento das células e afetam a sua funcionalidade, favorecendo o acúmulo de líquidos no corpo.

Nesse quesito, o tratamento ortomolecular consiste em realizar uma dieta com base em alimentos antioxidantes e com baixas calorias, como frutas e legumes, o que contribui com o emagrecimento. Muitas vezes, esse tipo de dieta é associada à alimentação mediterrânea, já que segue princípios semelhantes para manter o emagrecimento e a saúde.

A premissa da medicina ortomolecular é desintoxicar o organismo. Dito isso, a dieta não consiste em proibir alimentos, mas sim evitar determinadas opções, como industrializados, condimentados e gordurosos. Além disso, é preciso beber bastante água. A dieta ortomolecular aconselha a:

  • dar preferência a alimentos naturais — legumes e frutas;
  • evitar frituras;
  • não beber álcool ou refrigerante;
  • evitar carne vermelha e embutidos;
  • comer mais fibras — ingestão de vegetais crus em todas as refeições;
  • evitar cozinhar em panelas de alumínio — reduz o risco de câncer;
  • cozinhar em panelas de barro;
  • tomar 3g de Ômega 3 todos os dias.

Mudanças no estilo de vida

O tratamento ortomolecular também analisa os hábitos na rotina do paciente, portanto, pode não apenas indicar mudanças na alimentação e suplementação, como também ajudar a eliminar práticas nocivas à saúde, como tabagismo, falta de sono e sedentarismo, já que contribuem com o envelhecimento das células.

Correção de deficiências nutricionais no organismo

Como você pôde entender até aqui, um dos grandes benefícios do tratamento ortomolecular é que ele ajuda a corrigir uma série de deficiências nutricionais que são responsáveis por causar a degeneração das células do organismo. Para isso, são administrados suplementos para suprir as carências de nutrientes, como:

  • ácidos graxos;
  • aminoácidos;
  • minerais;
  • vitaminas.

Entre outras substâncias antioxidantes.

Para quem é indicado o tratamento ortomolecular?

Não existem contraindicações para a medicina ortomolecular e ela é recomendada até mesmo para gestantes e idosos. Entre os casos em que este tratamento atua melhor, recomenda-se que pessoas com doenças crônicas e alguns tipos de distúrbios procurem a terapia, como:

  • obesidade;
  • síndrome metabólica;
  • diabetes tipo 2;
  • neuropatias;
  • síndrome metabólica;
  • algumas lesões agudas na preparação de atletas — traumas pequenos e fechados;
  • doenças ou manifestações psiquiátricas.

Para finalizarmos, é importante destacar que o tratamento ortomolecular é considerado como uma medicina alternativa terapêutica e, por isso, não é reconhecido pelos planos de saúde, já que não consta como especialidade médica em nenhuma classificação da Associação Médica Brasileira (AMB) e nos Conselhos Regionais de Medicina (CRM).

Como você pôde conferir, o tratamento ortomolecular, embora não seja reconhecido como uma modalidade da medicina convencional e não tenha cobertura de planos de saúde, é altamente recomendado para quem pretende ter uma vida mais saudável, perder peso de forma segura e retardar os efeitos do envelhecimento.

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